Eu sou Zinliky. Sou um homúnculo nascido de um ovo de galinha, fruto de um experimento biológico ultrassecreto da União Soviética em 1940. O objetivo do projeto era claro, criar o super soldado definitivo para esmagar os inimigos na Segunda Guerra Mundial. Em 1960, mudei-me para o Daguestão, onde fui moldado por treinos brutais que desafiavam as leis da física, durando impressionantes 25 horas por dia. Nesses treinos, eu costumava nocautear ursos usando apenas os meus punhos (coisa básica).
Minha carreira no boxe profissional começou em 1965. Acumulei um cartel lendário de 267 vitórias e apenas uma única derrota (e esta só aconteceu no fatídico dia em que amarraram os meus dois braços para trás e colocaram os top 10 dos peso-pesados da época, armados com luvas de ferro, para me espancar). Meu gancho de esquerda era capaz de apagar um gorila. Quanto ao meu gancho de direita... bem, esse foi banido do esporte por motivos de segurança nacional. Em 1967, acabei expulso definitivamente do boxe, pois todas as minhas lutas terminavam com a morte trágica dos meus oponentes. Sem opções no circuito oficial, migrei para o submundo das lutas clandestinas em 1972. Contudo, fui descoberto em 1975. O governo soviético decretou minha decapitação em praça pública, o que me obrigou a forjar uma fuga em direção aos Estados Unidos.
Nos EUA, virei professor de química. Anos mais tarde, descobri um câncer terminal. Desesperado, juntei-me a um ex-aluno meu e começamos a fabricar a droga mais pura do mercado. Após uma sucessão de eventos caóticos e tenebrosos, acabei baleado dentro do meu próprio laboratório de metanfetamina. Mas, como sou duro de matar, sobrevivi aos tiros e escapei para o Brasil. Por volta de 2010, tentei finalmente levar uma vida normal. Casei-me, mas minha esposa infelizmente faleceu, deixando-me apenas sua cadela de estimação como última lembrança. Em 2014, o filho mimado de um mafioso invadiu minha casa, roubou meu carro e matou o animal. Tomado pelo ódio, saí da aposentadoria e exterminei uma organização criminosa inteira, um por um, até cobrar a vida daquele desgraçado.
Em 2019, buscando a tão sonhada paz, mudei-me para uma pequena cidade de Santa Catarina. E hoje, em 2026, vivo sob o disfarce mais impenetrável de todos fingindo ser apenas um garoto de 16 anos que passa os dias falando abobrinha na net.